REFLEXÃO BÍBLICA – JOÃO 16:33
“Tenho-vos dito isto
para que em mim tenhais paz”
A violência a cada dia tem aumentado. No
Brasil, o tráfico de drogas tem contribuído para engrossar as taxas de
mortalidade que constam nos dados estatísticos. Famílias inteiras têm amargado
o sofrimento de um ou vários de seus membros que tomaram como destino o caminho
das drogas, muitas vezes sem retorno, pois se vê as mortes prematuras de tais
pessoas. O fato é que isto não ocorre apenas em áreas urbanas, o meio rural, em
alguns casos, tem sido provedor das áreas dominadas pelo tráfico nas cidades.
Aqui, como se vê ainda não se trata de violência estritamente urbana, pois esta
se refere aquela que deriva da organização do espaço urbano, ou seja,
resultante dos conflitos e dos problemas urbanos. A violência não somente
estendeu os “tentáculos” no Brasil, mas em muitos outros países também deixa
vítimas como nos atentados reivindicados por grupos terroristas suicidas ou nos
casos em que aparecem os assassinos em série atirando em instituições de
ensino.
As doenças também resolveram tirar a
tranqüilidade das pessoas, a cada dia são descobertos novos agentes
infecciosos. Vírus sofrem mutações e se espalham estando cada vez mais
resistentes às drogas com as quais são tratadas as pessoas infectadas. Há
poucos anos algumas reportagens divulgaram o caos em que os países africanos
ainda sofrem com a contaminação por HIV, onde na região conhecida por África
Subsaariana, localizada abaixo do Deserto do Saara, estão alguns dos países mais
pobres do mundo. Por lá a mortalidade encontra-se a níveis extremos. As guerras
são a outra face da crise vivida por quem habita nesta parte do continente
africano, como uma espécie de herança maldita deixada pelos colonizadores. Há
países que enfrentam guerras civis por várias décadas, os governos não dispõem
de recursos para investir na saúde de seus cidadãos e nem em desenvolvimento
econômico e social, a guerra consome parte considerável dos investimentos no
sentido de proteger alguns e combater os rebeldes. Isto se dá na compra de
artefatos de guerra. Um fato importante de ser mencionado é que a herança
deixada pelos colonizadores, representada pela grande exploração das pessoas e
das riquezas neste continente geraram instabilidades nas relações políticas
internas entre colonizador e colonizado, os primeiros dividiram territórios sem
ao mínimo levar em consideração a diversidade étnica e cultural dos povos que
ali habitavam originalmente.
Sabe-se que atualmente vive-se um
momento de instabilidades tanto no campo da política como nas finanças,
colocando em xeque a paz de muitas pessoas. Já há um clamor por paz.
A procura por paz não tem sido
apenas um simples problema, tendo em vista que há vários conceitos de paz que
fazem as pessoas acreditar em algo até certo ponto inalcançável a partir da
maneira como pensam em encontrá-la, falo da utopia dos tratados de paz, das
caminhadas em “protesto” que se assemelham aos desfiles de blocos carnavalescos
que em nada contribuem para que as pessoas reflitam, passam apenas a idéia de
que paz é um momento de alegria regada a bebidas e ao som dos trios elétricos.
Aqui a busca da paz se torna algo do tipo “invente a sua paz”, não havendo
referencial e nem caminho para se chegar ao objetivo. Aqui se acredita que a paz
será encontrada aleatoriamente por qualquer meio. É uma paz momentânea quando encontrada,
seguida de perto por aqueles que creditam o “tudo pela paz”, afirmando com isto
que qualquer coisa que se fizer em nome da paz estar valendo, embora a
recíproca não seja verdadeira e nem a paz duradoura.
O que se observa na atualidade é a
tentativa da busca da paz não como Jesus a indicou “Tenho-vos dito isto para
que em mim tenhais paz”. Qualquer busca de paz fora dessa realidade colocada
por Jesus será mais uma solenidade, um intervalo entre duas guerras, utopia ou
algo paliativo. Somente haverá verdadeira paz quando cada pessoa entregar-se
completamente à direção de Deus tendo como referencial o Mestre Jesus,
procurando viver seus ensinamentos conforme descrito na Bíblia.
“No mundo tereis
aflições”
Seguindo na contramão das escrituras
estão os pregadores da propagada doutrina da prosperidade. Jesus não disse que
no mundo os cristãos teriam somente momentos de alegrias ou que seriam
prósperos financeiramente simplesmente por segui-lo. Muito pelo contrário, os
cristãos sofreriam com a oposição das pessoas comuns e dos governantes, muitos
até foram mortos por professar a fé cristã. É muito clara a observação que o
Senhor Jesus realizou quanto aos seus seguidores, nas palavras “renunciar a si mesmo” e “tomar a sua cruz”.
A riqueza é uma benção quando
conquistada com lealdade a Deus. Mas, nem todas as pessoas que a possue estão
debaixo da benção de Deus, isso ocorre quando há ilicitudes. Aqui a riqueza se
torna uma maldição para quem a detém.
Em nenhum momento Jesus demonstrou
preocupação em acumular bens na terra. Pelo contrário, o Mestre sempre ensinou
a não colocarmos o nosso coração
nisto. Ao assistirmos na atualidade a maneira como as pessoas são ensinadas a buscar
as bênçãos de Deus percebe-se, por parte de alguns líderes, o não
comprometimento com as verdades bíblicas quanto a priorizar o amor ao próximo,
o bom tratamento entre as pessoas inclusive entre os líderes e destes para com
as pessoas que não desempenham funções em que haja destaque na igreja; e ainda
pôr em prática tudo o que o Mestre Jesus ensinou, incluindo-se aqui o
testemunho pessoal de vida.
Na realidade muito se prega sobre
prosperidade financeira a ponto de pouco se dar ênfase aos conteúdos de grande
importância como este que estamos discutindo aqui. Pois, prega-se o que é de
interesse de determinada instituição religiosa ou liderança, pois quando os
conteúdos das mensagens versam enfaticamente sobre finanças e prosperidade as
pessoas são atraídas e alguns líderes tomam proveito desta situação. Enquanto
isso, conteúdos de grande importância são abdicados dos púlpitos das igrejas,
temas doutrinários de elevado grau de importância estão sendo esquecidos e as
verdades bíblicas escanteadas. Por esta razão pouco se diz na atualidade que o
cristão também sofre, fala-se apenas o que o ego deseja ouvir omitindo-se a
outra face.
“mas, tende bom
ânimo,”
Apesar do quadro de perversão em que se encontra o
mundo tendo os aproveitadores da fé ganhado espaço, a violência aumentando, a
fome sem controle com a produção de alimentos sendo destinada aos países de
maior poder de consumo, as guerras e o tráfico de drogas provocando caos em
muitos países. Aliás, no Brasil, batalhas são travadas contra o tráfico de
drogas muitas vezes com pouco ou nenhum sucesso. As crises cíclicas do sistema
econômico em vigência têm destruído o sonho de muitas pessoas e tirado o
emprego de muitos cidadãos. Foi Nesta ocasião que o Mestre Jesus anteviu em sua
onisciência a realidade que as pessoas de nosso tempo viveriam: o tempo do
desânimo e o sentimento de impotência ante o caos globalizado. Aqui Jesus nos
ensina a não desanimarmos diante de tudo que foi exposto, pois nele (Jesus)
encontra-se a paz de que o mundo necessita. Ter bom ânimo é não entregar-se e
nem conformar-se com os fatos e com o que se vê, mas transformar-se com a renovação do vosso entendimento e seguir
em frente rumo a vitória.
“Eu venci o mundo.”
Aqui se encontram mais razões pelas
quais não deve o cristão desanimar diante das situações aqui colocadas. Jesus é
o maior exemplo de alguém vencedor, aliás, no livro do Apocalipse encontramos
muitas promessas feitas aos vencedores claramente expostas assim “ao que vencer”. O Mestre afirmava que já
havia vencido o mundo. Algo que merece uma observação especial é o fato de que
Jesus na ocasião em que proferiu estas palavras ainda não teria morrido na cruz
do Calvário e já se colocara como vencedor.
Isso aí migo, seu blog está muito bom parabéns!
ResponderExcluirDeus te abençoe sempre .
PattyMatos
Muito obrigado por seu comentário Patty.
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